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Mas eu gostava de ver as caras deles. Gostava de os ouvir falar. Gostava de os ver sair de casa e ir à pastelaria ali da esquina. Gostava de saber os seus currículos, o que faziam antes e como foram parar à Gebalis – quem os convidou, quem concorreu a concursos ao lado deles, e o que fazem hoje em dia. Se são militantes dos partidos do costume. Se trabalham ainda para o Estado

Pedro Rolo Duarte

Um post que merece ser lido na íntegra e com o qual concordo totalmente. Só espanta que nada disto ocorra a um só órgão de comunicação social. Triste país de comprometidos este em que vivemos.

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Depois da previsível vitória do socialista Carlos César nas eleições insulares, importa, agora, responder a uma questão que tem escapado à análise de todos os comentadores e analistas políticos:  com Carlos César no governo regional, quem escolherá Tony Carreira para fazer as primeiras partes dos seus concertos?

IOL Diário – Homem que disparou na esquadra em liberdade.

A possibilidade da perda da maioria do capital nas SAD´s pelos clubes é um tema ainda não discutido em Portugal. Ao que se sabe, o Porto já não tem essa maioria na SAD, mas foi um processo quase “clandestino”, que passou despercebido do grande público.

Filipe Soares Franco (FSF), honra lhe seja feita, há muito defende que os clubes devem ter participações minoritárias nas SAD´s. Também disse que teriam de ser os sócios do Sporting a decidir sobre essa matéria.

Por isso, não me parece bem que apresente à votação dos sócios uma medida que é bem mais que uma “simples” reestruturação financeira. Está, também, em causa a passagem do controlo da SAD para as mãos de terceiros.

Teria sido, a meu ver, muito mais sensato e transparente discutir previamente esta última questão, antes de avançar para uma revisão do Project Finance desta natureza.

Nos últimos anos, o reconhecido fervor que caracterizava os adeptos sportinguistas tem sido “resfriado”. Apesar da conquista de alguns troféus pelo futebol, como recentemente a Taça de Portugal – a segunda em dois anos – o afastamento dos adeptos do Clube tem sido uma evidência. Falta um novo título de campeão nacional, dirão alguns. Talvez. Julgo, porém, que as razões são mais profundas.

Durante a “travessia do deserto”, os célebres 17 anos sem conquistar o título de campeão, nem por isso o Clube perdeu fôlego e deixou de ter a “melhor massa associativa do mundo”, como muitas vezes era apelidada, pela forma entusiástica como apoiava o Clube, pese embora tão poucos resultados desportivos que o justificassem.

Acabou por ser com o “Projecto Roquete”, que redefiniu o Clube à luz de um ambicioso (talvez demasiado) projecto empresarial, que os sportinguistas se viram confrontados com uma realidade em que não se soube conciliar o discurso racional da linguagem empresarial, com as emoções que são o principal serviço que qualquer clube desportivo tem de prestar aos seus associados. Apesar da quebra do “jejum”, com a conquista de dois títulos de campeão nacional, o afastamento de adeptos do clube foi-se acentuando.

A par disto, e como consequência lógica desse discurso estritamente racional, deu-se um progressivo abandono do ecletismo, muito mais que uma mera palavra para os sócios do Sporting, autêntica imagem de marca do Clube.

O Projecto inicialmente delineado, que pretendia tornar o Sporting um clube pujante a autosuficiente, fracassou por circunstâncias várias. As receitas esperadas nunca se concretizaram e os custos do projecto cresceram à medida que, nos últimos anos, as condições de acesso ao financiamento evoluiram. Este é o ponto de chegada à Assembleia Geral de hoje à noite.

Completamente asfixiado pelo serviço da dívida – 17 milhões de euros de juros, só no último ano – os sócios são chamados a votar e escolher. E, das duas, uma: 1. ou assumem que o Sporting não tem condições para lutar com os rivais directos, Benfica e Porto, enquanto não resolver a amortização do passivo, o que, nas actuais circunstâncias, ninguém arrisca a dizer quando acontecerá; ou 2. votam favoravelmente a proposta da Direcção, passando a exigir desta outras performances desportivas mas, muito provavelmente, entregando a prazo o controlo da SAD a terceiros.

De facto, não há uma solução óptima. E, por isso, é que se espera uma Assembleia bem quente. Espero que dentro dos limites que a grandeza e o passado do Sporting exigem.

Depois do anúncio da candidatura de Patinha Antão à presidência do PSD, não vejo qualquer motivo para Ribau Esteves conter-se e não considerar este o momento adequado para avançar, também, à conquista da liderança do partido.

Afinal de contas, quem quer “uma gaja boa com’o milho, tem que namorá-la!”, não é assim?

Sérgio Silva detido pela Policia Judiciária após denúncia apresentada pelo Boavista.

O tal que tinha os cheques, mas não eram para mostrar. Off-shore. Esperemos que não seja o princípio do fim para o centenário Boavista. Seria o segundo clube histórico da cidade do Porto, depois do Salgueiros, a ter um final abrupto, em consequência de actos de gestão desastrosos… ou pior, mais grave.

Que, para além dos habituais e insuportáveis cálculos políticos, dos timmings, dos notáveis e das bases e mais o diabo que os carregue a todos, alguém nos vai dizer o que o partido pensa do e para o país?

Há, ainda, algo que justifique a existência deste partido? Se sim, digam-no rapidamente, por favor. Ou calem-se para sempre.

Ah, e se for para repetir a ladainha do partido de centro, da social-democracia, blá blá blá, escusam de se incomodar. Para isso, já nos chega o Partido Socialista. O que precisamos é de uma ALTERNATIVA.

Concluída a presidência portuguesa da U.E. (a última, em virtude do Tratado entretanto assinado), o que fará José Sócrates em 2008?

Hip. A – Lembrar-se-á que os portugueses tinham expectativas quando lhe deram uma maioria absoluta e  executará profundas reformas em sectores importantes da sociedade portuguesa, fazendo de Portugal um país mais moderno, mais competitivo e mais justo, tornando-se, ele próprio, num bom primeiro-ministro;

Hip. B – Regressado daquele local onde passou os últimos meses, onde interpretou o papel de grande estadista europeu, com um lugar na história dos grandes momentos da construção europeia, Sócrates ver-se-á confrontado com a realidade e entrará em depressão profunda. Ver-se-á isolado num pântano e procurará refúgio internacional.

Hip. C – Continuará a fazer jogging.

Sinceramente, estou indeciso.