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Para chegar ao título, sofrer não chega. Mas é essencial.

(Felizmente, o resultado da partida ficou sentenciado quando decidi entrar no estádio pela Porta 01).

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Apesar das questões afloradas, FSF tem definido objectivos e procurado soluções para o maior problema do Sporting, a asfixia financeira. Nesse sentido, vejo genericamente com bons olhos este plano de reestruturação, mas gostava de ver ressalvada a questão do controlo da SAD.

Resta saber se podemos ter “sol na eira e chuva no nabal”.

A questão da transparência torna-se ainda mais nuclear num momento em que florescem em blogues e fóruns na internet diversas suspeitas sobre vários negócios menos transparentes realizados no Sporting, nomeadamente os relacionados com a recente venda do “património não desportivo”.

Até prova inequívoca em contrário, não passam de boatos infundados, férteis neste tipo de meios. Mas, não deixa de ser mais uma razão para FSF dar todas as condições aos sportinguistas para tomarem uma decisão informada.

A possibilidade da perda da maioria do capital nas SAD´s pelos clubes é um tema ainda não discutido em Portugal. Ao que se sabe, o Porto já não tem essa maioria na SAD, mas foi um processo quase “clandestino”, que passou despercebido do grande público.

Filipe Soares Franco (FSF), honra lhe seja feita, há muito defende que os clubes devem ter participações minoritárias nas SAD´s. Também disse que teriam de ser os sócios do Sporting a decidir sobre essa matéria.

Por isso, não me parece bem que apresente à votação dos sócios uma medida que é bem mais que uma “simples” reestruturação financeira. Está, também, em causa a passagem do controlo da SAD para as mãos de terceiros.

Teria sido, a meu ver, muito mais sensato e transparente discutir previamente esta última questão, antes de avançar para uma revisão do Project Finance desta natureza.

Nos últimos anos, o reconhecido fervor que caracterizava os adeptos sportinguistas tem sido “resfriado”. Apesar da conquista de alguns troféus pelo futebol, como recentemente a Taça de Portugal – a segunda em dois anos – o afastamento dos adeptos do Clube tem sido uma evidência. Falta um novo título de campeão nacional, dirão alguns. Talvez. Julgo, porém, que as razões são mais profundas.

Durante a “travessia do deserto”, os célebres 17 anos sem conquistar o título de campeão, nem por isso o Clube perdeu fôlego e deixou de ter a “melhor massa associativa do mundo”, como muitas vezes era apelidada, pela forma entusiástica como apoiava o Clube, pese embora tão poucos resultados desportivos que o justificassem.

Acabou por ser com o “Projecto Roquete”, que redefiniu o Clube à luz de um ambicioso (talvez demasiado) projecto empresarial, que os sportinguistas se viram confrontados com uma realidade em que não se soube conciliar o discurso racional da linguagem empresarial, com as emoções que são o principal serviço que qualquer clube desportivo tem de prestar aos seus associados. Apesar da quebra do “jejum”, com a conquista de dois títulos de campeão nacional, o afastamento de adeptos do clube foi-se acentuando.

A par disto, e como consequência lógica desse discurso estritamente racional, deu-se um progressivo abandono do ecletismo, muito mais que uma mera palavra para os sócios do Sporting, autêntica imagem de marca do Clube.

O Projecto inicialmente delineado, que pretendia tornar o Sporting um clube pujante a autosuficiente, fracassou por circunstâncias várias. As receitas esperadas nunca se concretizaram e os custos do projecto cresceram à medida que, nos últimos anos, as condições de acesso ao financiamento evoluiram. Este é o ponto de chegada à Assembleia Geral de hoje à noite.

Completamente asfixiado pelo serviço da dívida – 17 milhões de euros de juros, só no último ano – os sócios são chamados a votar e escolher. E, das duas, uma: 1. ou assumem que o Sporting não tem condições para lutar com os rivais directos, Benfica e Porto, enquanto não resolver a amortização do passivo, o que, nas actuais circunstâncias, ninguém arrisca a dizer quando acontecerá; ou 2. votam favoravelmente a proposta da Direcção, passando a exigir desta outras performances desportivas mas, muito provavelmente, entregando a prazo o controlo da SAD a terceiros.

De facto, não há uma solução óptima. E, por isso, é que se espera uma Assembleia bem quente. Espero que dentro dos limites que a grandeza e o passado do Sporting exigem.

Sérgio Silva detido pela Policia Judiciária após denúncia apresentada pelo Boavista.

O tal que tinha os cheques, mas não eram para mostrar. Off-shore. Esperemos que não seja o princípio do fim para o centenário Boavista. Seria o segundo clube histórico da cidade do Porto, depois do Salgueiros, a ter um final abrupto, em consequência de actos de gestão desastrosos… ou pior, mais grave.

Cinco excelentes razões para regressar!

O livro de José Veiga, que o próprio apelida de manual, chega hoje às bancas e já está a causar polémica nas hostes encarnadas. Para quem gostar do estilo literário inaugurado há meses atrás, com o célebre Eu, Carolina, é uma obra imperdível. Eu, que não tenciono lê-lo e muito menos comprá-lo, não faço recomendações.

De realçar que, até ao momento,  não há notícia de qualquer interesse nem da P.G.R nem da P.J. em se debruçaram sobre este manual. Talvez o livro, afinal, não desvende o que o título parece prometer.

[n.d.a.: editado após publicação]

Há qualquer coisa de trágico em ser adepto do Sporting.

Dasse!

O apuramento foi difícil, mas brilhante, porque conseguido. Assim como não há vitórias morais, também não deve haver derrotas morais.

Agora, é tempo de recuperar os ausentes Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit, Miguel, Paulo Ferreira, Deco, Postiga, Hugo Almeida e, quem sabe, Figo.  E trabalhar. Com uma boa preparação, que eleve a confiança e os níveis de jogo, acredito numa boa prestação no europeu.

A propósito do europeu, é curioso e surpreendente ver como os mesmos jornalistas e comentadores que tanto criticaram (muitas vezes, bem) as prestações da selecção e a forma como decorreu a fase de qualificação, apareçam, logo de seguida, a apontar Portugal como um dos favoritos a vencer a competição (!) . Não temos emenda.

Para que não fiquem dúvidas, quando falo em boa prestação, falo em passar a fase de grupos, o que não será fácil, qualquer que seja o grupo que nos calhe em sorte. Se formos com este pensamento realista, como outsiders, talvez possamos surpreender. Caso contrário, provavelmente seremos surpreendidos, como no mundial da Coreia – Japão.

Caro Scolari,

Aqui fica o onze desejado para mais logo: Ricardo, Bosingwa, F. Meira, B. Alves e Caneira, M. Veloso, Maniche, Nani, Quaresma, C. Ronaldo e Makukula.

Se as coisas correrem como espero, por volta dos 60, 70 minutos, retira o Quaresma e o Makukula e lança o Simão e o N. Gomes, para a estocada final.

Vá por mim e, vai ver, sairá em ombros. Ou faça o que quiser, desde que dê três secas.

Até logo e boa sorte.

Num jogo em que, determinado árbitro, perdoou a expulsão a um jogador ainda na primeira parte e assinalou, num dos lances mais polémicos desta época, uma falta que daria o único golo da partida, o observador resolveu avaliar a sua prestação em 3,7 valores, numa escala de zero a cinco.

Descontente, o clube que se sentiu lesado nas duas situações, usando um direito que lhe assiste, recorreu da classificação. A nota foi revista para 2,7. Ainda assim, mantendo-se positiva.

O árbitro, indignado (!), promete recorrer da decisão e ir até às últimas consequências.

Espero que sim, que abandone a arbitragem.

Todos os caminhos [do ataque leonino] vão dar [ao fundo da baliza] [d’]a Roma.

Que assim seja.

O árbitro Duarte Gomes apresentou desculpas “aos clubes envolvidos” pelo clamoroso erro que cometeu no jogo de ontem, Estrela da Amadora vs S.L. Benfica.

Da parte do Benfica, julgo que as desculpas serão aceites, apesar do erro obrigar o clube a manter-se em competição na Taça da Liga, o que parece que não era o desejo de equipa técnica e jogadores.

O que importa realçar, no entanto, é que sucedem-se semanalmente erros incríveis de arbitragem nos campos de futebol nacional, com influência directa nos resultados, apesar dos processos em curso na justiça. Ainda por cima, temos que ouvir ciclicamente as já estafadas frases “errar é humano”, “não somos seres infalíveis”, “os avançados também falham golos”, e por aí fora.

Acontece que, a quem cabe a missão de ajuizar, não pode ser aceitável tantos enganos, tão mau ajuizamento dos lances, tanta injustiça. Não é para isso que o árbitro lá está, mas sim para garantir que as regras do jogo são respeitadas.

Por isso, é já tempo de a Liga não considerar suficiente um pedido de desculpas, ainda para mais com atenuantes. É tempo de se tirar as devidas consequências dos sucessivos erros a que assistimos. Caso contrário, o erro continuará a fazer carreira na arbitragem em Portugal.

A UEFA estará em vias de despromover a Liga Bwin a campeonato-anão, dada a pequenez demonstrada pelas suas estruturas organizativas e respectivos dirigentes.