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Espresso. Este fim-de-semana decorreu, no Porto, a quarta edição do Serralves em Festa, considerada a “maior celebração cultural da Europa”. Dois dias, cerca de 75.000 vistantes, muitas iniciativas, muita procura, grande qualidade, um local lindíssimo e uma Fundação que engrandece a cidade e o país. A bem da nossa auto-estima colectiva!

Meia-de-leite. Falhada a constituição europeia, por veto de parte dos eleitores europeus, ensaia-se agora a aprovação de um mini-tratado (seja lá o que isso for!). À margem da “construção” europeia continuam os cidadãos europeus, sem perceberem nada do que se passa. Não admira que, quando chamados a votar, a resposta só possa ser uma… mas, desta vez, parece-me que será tudo bem pensado e os eleitores serão dispensados desse “formalismo”.

Descafeinado. O choque tecnológico continua. Agora, vão distribuir computadores (quase) grátis (alguém terá de os pagar, está claro!) e ligações de banda larga a preços mais convidativos. Objectivo: proporcionar o acesso a computadores e a uma ligação à Internet em banda larga a meio milhão de pessoas, entre estudantes, professores e trabalhadores em formação”. Eu, que não faço parte do “target” definido pelo governo e já adquiri, sem ajudas nem comparticipações, o meu portátil, faço uma sugestão: que tal o Sr. Primeiro-ministro se empenhar na promoção da concorrência efectiva no sector das telecomunicações, que vive num estado de quase monopólio, com a conivência do estado e das entidades que deveriam zelar pelos interesses dos consumidores? Seria agradável pagarmos TODOS um pouco menos pelo acesso à banda larga e outros serviços de comunicação!

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Espresso. Com uma equipa jovem, alicerçada na formação e um orçamento de menos de metade do actual campeão, o Sporting conquistou ontem a 14.ª Taça de Portugal do seu historial, depois de lutar até ao fim pelo título de Campeão Nacional. Não é excelente, mas é uma boa época, com a conquista de um troféu e qualificação directa para a Liga dos Campeões. Quem sabe para o ano vem a dobradinha 🙂 !

Meia-de-leite. Não sou a favor da figura do Presidente da República como “força de bloqueio” ou contrapoder. Mas esperava que Cavaco Silva fosse a garantia que este governo, no qual tantos portugueses depositaram toda a sua esperança, não falharia no rumo nem entraria em derivas. Infelizmente, a meio do primeiro mandato os sinais começam a ser preocupantes e o PR ou não diz nada ou diz muito pouco. Esperava-se mais.

Descafeinado.  Desde a “teoria do deserto”, até ao “argumento terrorista”, passando pelo “lobby lusoponte”, desdobram-se declarações dos mais diversos quadrantes socialistas, tentando justificar o aeroporto da Ota. A liderar o movimento, Mário Lino, oportunamente apelidado de “Ministro Otário”, que pode ficar imortalizado como o responsável pelo princípio do fim prematuro deste governo. E tudo isto em nome de quê? É a esta pergunta que os portugueses não conseguem dar resposta.

Espresso. O F.C. Porto sagrou-se ontem campeão nacional de futebol, pela 22.ª vez na sua história. Temos de conceder que foi justo, principalmente pelo que fizeram na primeira metade da prova. Parabéns, por isso, aos vencedores e respectivos adeptos.

 Meia-de-leite. O PP, em congresso, passou o fim-de-semana a discutir tendências, desde a chamada “ala liberal” à tradicional democracia cristã. Não vejo que vá sair daqui nada de muito clarificador. Porém, com o PSD em prolongada hibernação e órfão de ideias e com um PS que se diz de esquerda, mas apela ao voto do centro e governa à direita,  seria bom uma pedrada no charco do panorama político português. Não estou a ver é que seja o PP de Paulo Portas a fazer isso.

Descafeinado. O presidente do S.L. Benfica anunciou que o clube não participará na Taça da Liga, prova que se estreará no próximo ano no calendário desportivo nacional. Algumas questões que me ocorrem: os clubes podem optar por participar ou não? Que consequências para quem não participa, se as há? Os benfiquistas concordam com a posição do presidente do clube? E quais são as razões invocadas, que eu não percebi?

Espresso. Até poderá acabar tudo como está, mas o próximo fim-de-semana desportivo promete emoção, neste pequeno rectângulo à beira-mar plantado. Está (quase) tudo por definir: quem será o próximo Campeão Nacional, quem jogará as competições europeias ou quem terá de enfrentar o “drama” da descida de divisão. Haverá muita festa… mas, também, algumas lágrimas! Não é assunto que o justifique, dir-me-ão. Há coisas mais importantes. Certamente que sim. Mas, é esta capacidade que o desporto – e o futebol em particular – tem de nos confrontar com sentimentos tão extremos quanto humanos, que o torna tão especial. Afinal, não somos nós aquilo que sentimos?

Meia-de-leite. O I.N.E. anunciou que a economia portuguesa cresceu 2.1% no primeiro trimestre deste ano, relativamente a período homólogo de 2006. Não é caso para embandeirar em arco, nem tão pouco para decretar o fim do “apertar do cinto”, longe disso. É, apenas, um sinal de esperança. Afinal de contas, há vários anos que não crescíamos acima dos 2%. Já que fazemos os sacrifícios, é bom acreditar que, talvez, estejamos no caminho certo.

Descafeinado. Depois do espectáculo degradante a que assistimos nos últimos meses na C.M. de Lisboa, os dois principais partidos tinham uma oportunidade para virar a página e tentar convencer os eleitores que (ainda) vale a pena trocar a praia pela mesa de votos. O que fizeram? O PS decidiu enfraquecer o Governo, substituindo o n.º 2 do executivo numa remodelação injustificada e desaconselhável e recrutando um recém eleito membro do Tribunal Constitucional para ministro. O PSD, depois de uma sucessão deprimente (e mais ou menos pública) de convites rejeitados, encontrou na C.M. de Setúbal o seu candidato que, caso tenha sobrevivido (politicamente, claro!) aos métodos de “recrutamento” do partido, terá ainda de demonstrar aos lisboetas porque razão devem acreditar que um ex-vereador da câmara sadina tem um projecto político capaz para a capital do país. “Dança de cadeiras”, total desrespeito pelos mandatos públicos, “transferências autárquicas”, primado dos resultados eleitorais sobre os resultados governativos e sobre a estabilidade política,… enfim, mais do mesmo.