O apuramento foi difícil, mas brilhante, porque conseguido. Assim como não há vitórias morais, também não deve haver derrotas morais.

Agora, é tempo de recuperar os ausentes Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit, Miguel, Paulo Ferreira, Deco, Postiga, Hugo Almeida e, quem sabe, Figo.  E trabalhar. Com uma boa preparação, que eleve a confiança e os níveis de jogo, acredito numa boa prestação no europeu.

A propósito do europeu, é curioso e surpreendente ver como os mesmos jornalistas e comentadores que tanto criticaram (muitas vezes, bem) as prestações da selecção e a forma como decorreu a fase de qualificação, apareçam, logo de seguida, a apontar Portugal como um dos favoritos a vencer a competição (!) . Não temos emenda.

Para que não fiquem dúvidas, quando falo em boa prestação, falo em passar a fase de grupos, o que não será fácil, qualquer que seja o grupo que nos calhe em sorte. Se formos com este pensamento realista, como outsiders, talvez possamos surpreender. Caso contrário, provavelmente seremos surpreendidos, como no mundial da Coreia – Japão.