Espresso. Até poderá acabar tudo como está, mas o próximo fim-de-semana desportivo promete emoção, neste pequeno rectângulo à beira-mar plantado. Está (quase) tudo por definir: quem será o próximo Campeão Nacional, quem jogará as competições europeias ou quem terá de enfrentar o “drama” da descida de divisão. Haverá muita festa… mas, também, algumas lágrimas! Não é assunto que o justifique, dir-me-ão. Há coisas mais importantes. Certamente que sim. Mas, é esta capacidade que o desporto – e o futebol em particular – tem de nos confrontar com sentimentos tão extremos quanto humanos, que o torna tão especial. Afinal, não somos nós aquilo que sentimos?

Meia-de-leite. O I.N.E. anunciou que a economia portuguesa cresceu 2.1% no primeiro trimestre deste ano, relativamente a período homólogo de 2006. Não é caso para embandeirar em arco, nem tão pouco para decretar o fim do “apertar do cinto”, longe disso. É, apenas, um sinal de esperança. Afinal de contas, há vários anos que não crescíamos acima dos 2%. Já que fazemos os sacrifícios, é bom acreditar que, talvez, estejamos no caminho certo.

Descafeinado. Depois do espectáculo degradante a que assistimos nos últimos meses na C.M. de Lisboa, os dois principais partidos tinham uma oportunidade para virar a página e tentar convencer os eleitores que (ainda) vale a pena trocar a praia pela mesa de votos. O que fizeram? O PS decidiu enfraquecer o Governo, substituindo o n.º 2 do executivo numa remodelação injustificada e desaconselhável e recrutando um recém eleito membro do Tribunal Constitucional para ministro. O PSD, depois de uma sucessão deprimente (e mais ou menos pública) de convites rejeitados, encontrou na C.M. de Setúbal o seu candidato que, caso tenha sobrevivido (politicamente, claro!) aos métodos de “recrutamento” do partido, terá ainda de demonstrar aos lisboetas porque razão devem acreditar que um ex-vereador da câmara sadina tem um projecto político capaz para a capital do país. “Dança de cadeiras”, total desrespeito pelos mandatos públicos, “transferências autárquicas”, primado dos resultados eleitorais sobre os resultados governativos e sobre a estabilidade política,… enfim, mais do mesmo.